Caros alunos:
Abaixo, segue mais um exemplo de crônica:
Do surgimento das coisas
Adriana
Caldas Schubert
É curioso pensar em coisas que
não existiam e passaram a ter existência, graças aos criadores que as geraram.
Esta crônica, por exemplo, está começando a ocupar um espaço de uma folha em
branco .Seu esboço já existia em minha mente desde as 5:15 da manhã , quando me
revirava na cama. Antes disso era o nada.
Quando vou iniciar um trabalho
artístico, fico imaginando o que vai surgir.Olho para os materiais que estão
ali para serem transformados. Depois de pronto , sempre reflito:agora, esta obra
está aqui, mas, horas antes, não fazia parte deste mundo.
Para alguns, tal reflexão pode parecer banal,mas acho isso formidável. Imagine
quantos projetos e invenções importantes
estão saindo do mundo das ideias e se
materializando!
Com os seres humanos tal
fenômeno se assemelha. Veja o caso de uma mulher grávida, por exemplo. Está ali
um ser que , até então, a mãe não conhece.Não sabe qual será a cor dos cabelos,
dos olhos,a voz, a fisionomia, nada!Depois,
com o passar do tempo, parece absurdo pensar que esse ser não existia .É
fantástico!
Ressalto aqui apenas o caráter
físico do assunto em questão. A matéria , que pode ser vista, tocada,enfim, a
presença de algo que surgiu, aparentemente, do nada.
É divino apreciar uma obra de
arte e pensar que ela surgiu das mãos de um artista . Um trabalho que vai “nascendo”
aos poucos e que ocupará um espaço neste mundo.Assim como uma infinidade de
coisas. Pronto! Empreguei o vocábulo “divino”!Impossível não pensar em um
artista maior a reger todo esse maravilhoso processo que é a criação.
Li uma frase de
Einstein que diz que “ podemos viver de duas maneiras: uma é acreditar que não existem milagres , outra é acreditar que todas as coisas são um milagre” .
Realmente o nascimento,a
criação e a transformação são milagres.
Neste momento , em todos os
cantos do planeta, “ algo” está nascendo, sendo criado, se formando.Seja um
objeto , um elemento da natureza ou um ser,provavelmente irá se tornar parte de
nossas vidas ou de vidas alheias. Assim como esta singela crônica.
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